1000 ITALIANI PER FOO FIGHTERS

Linda cena que bombou ontem nas redes sociais: 1.000 músicos roqueiros italianos tocando e cantando “Learn to Fly” do Foo Fighters para pedir a Dave Grohl que venham a Cesena, na região da Emilia Romagna, Itália. De arrepiar! Agora é só esperar o resultado e saber quando vai rolar o show.

PELÉ E GARRINCHA

IMG_3004

“Sir Washington Olivetto” por Dr. Nizan Guanaes. Fiquei encantada com esta homenagem, até porque, há uns 20 anos atrás, nem se esperava este tipo de tratamento entre estes dois übber publicitários que se estranhavam na época. Além de que me trouxe muita emoção, memórias, orgulho e nostalgia por ter tido a grande oportunidade de ter passado pelos times dos mestres Pelé e Garrincha da publicidade do Brasil.

Aqui o texto na íntegra na coluna de hoje na Folha de S. Paulo:

“A publicidade é uma das indústrias de excelência, inovação e competitividade do Brasil.

Pela mais recente pesquisa referência do Gunn Report, a publicidade brasileira é a terceira melhor do mundo. Sem dúvida, ela é disparada a melhor publicidade dos Brics e a única que compete de igual para igual com os Estados Unidos e o Reino Unido.

E a nossa publicidade é assim não apenas pela criatividade dos criativos brasileiros que trabalham no nosso mercado e hoje também comandam e estabelecem grandes agências em todo o mundo, inclusive na fronteira digital.

O Brasil é esse celeiro de craques criativos porque nossa atividade aqui é regida por regras sólidas que protegem o mercado brasileiro do sistema vigente. Um sistema que inibe o surgimento de agências parrudas fora do eixo Helena Rubinstein da propaganda –Nova York, Londres e Paris.

Isso não é lero-lero, é “big data”.

O mercado brasileiro tem regras próprias, assim como o mercado japonês. E não é coincidência que, por jogarem seu próprio jogo e protegerem suas indústrias criativas, Japão e Brasil viram surgir agências como a Dentsu, a Hakuhodo, a W/Brasil, a DM9 e a Almap.

Foi graças a essas fundações sólidas que o Brasil viu florescer a DPZ de Duailibi, Petit e Zaragoza, a Talent de Júlio Ribeiro e um “uber” homem de criação como Washington Olivetto.

Sir Washington, que neste dia 30 de janeiro, em Nova York, foi conduzido ao Hall of Fame mundial da propaganda, no qual estão Bill Bernbach, David Ogilvy, Leo Burnett, John Hegarty, Dan Wieden e Steve Jobs. É um clube seleto do qual ele não só é o único brasileiro como o único não anglo-saxão.

Mais uma vez, com absoluta maestria, humor e criatividade, Washington chamou essa honraria global e única de mais uma tentativa malsucedida de aposentá-lo. O que é a absoluta verdade, já que ele continua a trabalhar e a dar muito trabalho para nós que competimos com ele.

Quem trabalhou com Washington Olivetto carrega aquela sensação de “eu vi o Pelé jogar”. Só que, nesse caso, o Pelé ainda joga, e joga bonito, como mostra o seu engraçadíssimo anúncio na “Veja”.

Fosse Washington inglês, ele certamente seria agraciado pela rainha com o título de “Sir” Washington Olivetto –como Sir Martin Sorrell, empresário da WPP, e Sir John Hegarty, fundador da lendá- ria agência inglesa BBH e um dos meus ídolos pessoais. Afinal, o governo britânico reconhece a contribuição da deliciosa propaganda de seu país não só em suas terras mas pelo mundo.

Washington já fez muito pelo Brasil e pela economia brasileira. Ele ajudou a construir a Bombril com suas mil e uma utilidades, a Grendene e suas Melissinhas, a marca Itaú e dezenas e dezenas de outras marcas que cresceram com seu talento, dedicação e paixão.

Essa linhagem incessante de grandes criativos é fruto da criatividade do Brasil de Machado de Assis, Niemeyer, João Gilberto e tantos outros gênios e gênias, como também das sólidas instituições que propiciam essa criatividade, como o Cenp, o Conar e a Abap.

Portanto, neste momento em que celebramos esse orgulho chamado Washington Olivetto, agradeço a Petrônio Corrêa, Mauro Salles, Alex Periscinoto e Geraldo Alonso. Eles são os “founding fathers” da propaganda brasileira, os grandes fundadores desse ecossistema que propicia a criação e a retenção de grandes talentos na publicidade.

Como contrapartida, esses talentos devolveram muito à nação, fazendo uma máquina de lavar ser uma Brastemp, transformando uma palha de aço em Bombril, um banco grande e muito bem gerido num megabrand como o Itaú.

Pena, Sir Washington, a gente não poder lhe dar esse título que o senhor tanto merece. Mas obriga- do, meu Sir, por ser um senhor publicitário, o maior de todos nós, a figurar de forma única no panteão mundial da publicidade, no hall da fama.

Graças a você e a toda uma geração que você nutriu, o Brasil tem uma senhora propaganda.”

Nizan Guanaes

BRAZIL CUP

brazilposters-7

O ilustrador português André Chiote ficou interessado na arquitetura dos estádios brasileiros para a Copa do Mundo de 2014. Com cores do Brasil, ele criou cartazes gráficos dos estádios localizados no Rio de Janeiro, Manaus, Brasília, Belo Horizonte e Salvador com menções aos seus arquitetos. Lindo!

brazilposters-2

brazilposters-3

brazilposters-5

brazilposters-6

brazilposters-1

GOODBYE KOMBI!

Filme lindo e emocionante da Volkswagem, criado pela agência Almap/BBDO aqui no Brasil, para a despedida da Kombi que parou de ser produzida em dezembro de 2013. A última viagem da Kombi é relatada na primeira pessoa e a dona da voz é a atriz Maria Alice Vergueiro, do lendário vídeo “Tapa na Pantera”. No filme, imagens da estrada se alternam às lembranças do carro e histórias contadas no site. Entre elas, a de Bob Hieronimous, que pintou a Kombi mais famosa do festival de Woodstock, tornando o modelo um ícone da contracultura dos anos 60/70. A Kombi então segue para voltar para casa e reencontrar a família, realizando assim a última vontade registrada em seu testamento. Além do documentário final, seis minidocumentários foram realizados. Todos eles mostram os desejos da Kombi sendo realizados. O último deles é voltar para casa e rever a família.

Irretocável!

PSICODÉLICO

960x720_39_20140310_143707_AMC_MadMenSeason7Poster14

Vem aí a sétima e última temporada de Mad Men, minha série favorita. E para coroar o mundo da publicidade no final dos anos 60, chamaram nada mais nada menos do que o papa do design gráfico, da publicidade e da arte psicodélica da época, Milton Glaser, para criar o poster de divulgação dessa nova etapa. Já falei muito dele aqui num post no ano passado. Ainda bem que a memória da propaganda ainda está viva na cabeça do criador do programa, Matthew Weiner, que mostrou que grandes nomes nunca se aposentam, mesmo neste mercado que valoriza tanto os novos talentos. Uma grande sacada! Tô te esperando dia 13 de Abril, Don Draper!

960x720_45_20140325_073706_glaser
Milton Glaser e Matthew Weiner na aprovação da criação do poster

Leia mais sobre o assunto na matéria do The New York Times na Folha de S.Paulo

BRINCANDO DE CASINHA

9d5c6dcf92e96487c03677e5a904c365

“Você é uma garota encantadora. Por que não está casada?” De tanto ouvir esta pergunta, a artista americana Suzanne Heintz decidiu comprar uma família de plástico: dois manequins que se transformaram em marido e filha. Heintz explica que a ideia do projeto fotográfico surgiu depois de uma conversa em que a mãe a aconselhou a “escolher alguém e sossegar”. Ela respondeu que não se pode sair pela rua para “comprar uma família”, mas acabou tendo nisso a inspiração para um projeto artístico: o de formar uma família com manequins. Hilário!

A artista e fotógrafa iniciou o projeto chamado Life Once Removed (“Quase como a Vida”, em tradução livre) para retratar os momentos de sua vida com a família de plástico, lançando uma crítica às expectativas que a sociedade tem em relação à vida das pessoas e ao papel da mulher, questionando os conceitos vigentes de uma vida plena e realizada. Heintz começou a fazer as fotos há mais de uma década, primeiro em sua casa. Depois ela expandiu seu projeto para as ruas e para outras cidades. Hoje, a artista tem um acervo que inclui fotos de sátira aos cartões postais que famílias americanas tradicionalmente fazem em viagens e ocasiões especiais, imagens de cenas cotidianas em família, entre outros.

Confira também mais detalhes do projeto em vídeo no final deste post.

b207b69108238af29ae3b02e8fda85a4

2c9ff025efd9b7523318b79c7c05503a

a87c3d31ff22923c467b7c34e610824e

36d637cf13e34f8090210df11b5c3d3b

aa47a12e631b15a9e04d61dde17bf28a

f5be339758491905dfacf8c90a04b7e8

“PLAYING HOUSE” – NEW TRAILER from Suzanne Heintz on Vimeo.

CARETAS

1arvore4

Árvore que Sente: uma simpática ação da agência Y&R para o Instituto de Pesquisas Ecológicas. A ideia do projeto é a de chamar a atenção da população para essas mudanças e os altos índices de poluição enfrentados pela cidade de São Paulo. Para isso, na quarta-feira, dia 19.03, no Minhocão, entre 21h30 e 23h, as árvores das proximidades ganharam “vida”. Sobre elas, foram projetados sete vídeos em 3D que revelaram expressões faciais de acordo com os índices de poluição locais (dados fornecidos pela CETESB). Se aumentam os índices de ozônio (gás que piora a qualidade do ar especialmente no verão), ela ganha um semblante de quem grita ou tosse. Se chove e a qualidade do ar melhora, sorri prazerosamente. A ideia de dar atenção às árvores da cidade e transformá-las em veículos de comunicação, com certeza foi pra lá de inusitada. Parabéns aos envolvidos!

1arvore2

1arvore3

1arvore

MUY ESPECIAL

Uma incrível historinha que faz a gente ainda acreditar na humanidade. “Cuerdas”, de Pedro Solís García, ganhou prêmio Goya como melhor curta de animação. Um viva à sabedoria, à leveza e à ternura da infância!. Infelizmente o vídeo completo foi retirado do ar em vários sites. Mas aqui vai um pequeno trailer

CUERDAS trailer from lafiestapc on Vimeo.