MAD ABOUT!

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Eu nasci nos anos 60 mas adoraria já ter sido adulta naquela década. Como eu amo as músicas, a moda, o design e toda a estética dessa época, sem falar que mundialmente foi socialmente revolucionária e evolucionária.

Acabo de ver um mimo que adoraria ganhar nesta Natal: a trilha sonora completa em LP e um toca discos portátil da série Mad Man. Bom, simplesmente meu objeto de desejo desde a infância com a minha companheira vitrolinha Sonata que carregava até pra praia. Sem contar com a trilha incrível de todas as temporadas que podemos ouvir neste link compilado abaixo:

15.10.2015

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Hoje é o #BackToTheFutureDay. Dia em que, em 1985, Marty McFly (Michael J. Fox) chega ao futuro exatamente em 21 de outubro de 2015, hoje. Entre os mais apaixonados pela trilogia Back To The Future, filme de 1985, onde o famoso carro DeLorean faz papel da máquina do tempo, há os que odeiam a ideia do lançamento de um quarto filme da série e os que, apesar de saberem que a possibilidade é remota, guardam um tantinho de esperança. Mas, como declarou Fox, hoje com 54 anos e que sofre do mal de Parkinson, admitiu que até chegou a pensar em abandonar a carreira antes do papel de Marty McFly, mas de repente, se viu em um set ao lado de Steven Spielberg. “Quando você tem 17 anos, muita coisa parece impossível. O Doc )Christopher Lloyd) mostrava ao Marty que as coisas eram possíveis. Ele o aceitava como ele era, e divide com ele aquela aventura.”

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Porém, certamente hoje temos uma outra realidade, pois chegamos a 2015 sem carros voadores, roupas que se secam sozinhas, tênis que se ajustam aos pés automaticamente e skates flutuantes. O fato é que o dia de hoje será celebrado de diversas formas, principalmente por nostalgia de pelo menos três gerações. E uma destas comemorações é o lançamento do livro “De Volta para o Futuro – Os Bastidores da Trilogia” (Darkside Books), além de muitos fãs postando em redes sociais e blogs sobre este dia…como eu!

PELÉ E GARRINCHA

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“Sir Washington Olivetto” por Dr. Nizan Guanaes. Fiquei encantada com esta homenagem, até porque, há uns 20 anos atrás, nem se esperava este tipo de tratamento entre estes dois übber publicitários que se estranhavam na época. Além de que me trouxe muita emoção, memórias, orgulho e nostalgia por ter tido a grande oportunidade de ter passado pelos times dos mestres Pelé e Garrincha da publicidade do Brasil.

Aqui o texto na íntegra na coluna de hoje na Folha de S. Paulo:

“A publicidade é uma das indústrias de excelência, inovação e competitividade do Brasil.

Pela mais recente pesquisa referência do Gunn Report, a publicidade brasileira é a terceira melhor do mundo. Sem dúvida, ela é disparada a melhor publicidade dos Brics e a única que compete de igual para igual com os Estados Unidos e o Reino Unido.

E a nossa publicidade é assim não apenas pela criatividade dos criativos brasileiros que trabalham no nosso mercado e hoje também comandam e estabelecem grandes agências em todo o mundo, inclusive na fronteira digital.

O Brasil é esse celeiro de craques criativos porque nossa atividade aqui é regida por regras sólidas que protegem o mercado brasileiro do sistema vigente. Um sistema que inibe o surgimento de agências parrudas fora do eixo Helena Rubinstein da propaganda –Nova York, Londres e Paris.

Isso não é lero-lero, é “big data”.

O mercado brasileiro tem regras próprias, assim como o mercado japonês. E não é coincidência que, por jogarem seu próprio jogo e protegerem suas indústrias criativas, Japão e Brasil viram surgir agências como a Dentsu, a Hakuhodo, a W/Brasil, a DM9 e a Almap.

Foi graças a essas fundações sólidas que o Brasil viu florescer a DPZ de Duailibi, Petit e Zaragoza, a Talent de Júlio Ribeiro e um “uber” homem de criação como Washington Olivetto.

Sir Washington, que neste dia 30 de janeiro, em Nova York, foi conduzido ao Hall of Fame mundial da propaganda, no qual estão Bill Bernbach, David Ogilvy, Leo Burnett, John Hegarty, Dan Wieden e Steve Jobs. É um clube seleto do qual ele não só é o único brasileiro como o único não anglo-saxão.

Mais uma vez, com absoluta maestria, humor e criatividade, Washington chamou essa honraria global e única de mais uma tentativa malsucedida de aposentá-lo. O que é a absoluta verdade, já que ele continua a trabalhar e a dar muito trabalho para nós que competimos com ele.

Quem trabalhou com Washington Olivetto carrega aquela sensação de “eu vi o Pelé jogar”. Só que, nesse caso, o Pelé ainda joga, e joga bonito, como mostra o seu engraçadíssimo anúncio na “Veja”.

Fosse Washington inglês, ele certamente seria agraciado pela rainha com o título de “Sir” Washington Olivetto –como Sir Martin Sorrell, empresário da WPP, e Sir John Hegarty, fundador da lendá- ria agência inglesa BBH e um dos meus ídolos pessoais. Afinal, o governo britânico reconhece a contribuição da deliciosa propaganda de seu país não só em suas terras mas pelo mundo.

Washington já fez muito pelo Brasil e pela economia brasileira. Ele ajudou a construir a Bombril com suas mil e uma utilidades, a Grendene e suas Melissinhas, a marca Itaú e dezenas e dezenas de outras marcas que cresceram com seu talento, dedicação e paixão.

Essa linhagem incessante de grandes criativos é fruto da criatividade do Brasil de Machado de Assis, Niemeyer, João Gilberto e tantos outros gênios e gênias, como também das sólidas instituições que propiciam essa criatividade, como o Cenp, o Conar e a Abap.

Portanto, neste momento em que celebramos esse orgulho chamado Washington Olivetto, agradeço a Petrônio Corrêa, Mauro Salles, Alex Periscinoto e Geraldo Alonso. Eles são os “founding fathers” da propaganda brasileira, os grandes fundadores desse ecossistema que propicia a criação e a retenção de grandes talentos na publicidade.

Como contrapartida, esses talentos devolveram muito à nação, fazendo uma máquina de lavar ser uma Brastemp, transformando uma palha de aço em Bombril, um banco grande e muito bem gerido num megabrand como o Itaú.

Pena, Sir Washington, a gente não poder lhe dar esse título que o senhor tanto merece. Mas obriga- do, meu Sir, por ser um senhor publicitário, o maior de todos nós, a figurar de forma única no panteão mundial da publicidade, no hall da fama.

Graças a você e a toda uma geração que você nutriu, o Brasil tem uma senhora propaganda.”

Nizan Guanaes

GOODBYE KOMBI!

Filme lindo e emocionante da Volkswagem, criado pela agência Almap/BBDO aqui no Brasil, para a despedida da Kombi que parou de ser produzida em dezembro de 2013. A última viagem da Kombi é relatada na primeira pessoa e a dona da voz é a atriz Maria Alice Vergueiro, do lendário vídeo “Tapa na Pantera”. No filme, imagens da estrada se alternam às lembranças do carro e histórias contadas no site. Entre elas, a de Bob Hieronimous, que pintou a Kombi mais famosa do festival de Woodstock, tornando o modelo um ícone da contracultura dos anos 60/70. A Kombi então segue para voltar para casa e reencontrar a família, realizando assim a última vontade registrada em seu testamento. Além do documentário final, seis minidocumentários foram realizados. Todos eles mostram os desejos da Kombi sendo realizados. O último deles é voltar para casa e rever a família.

Irretocável!

PSICODÉLICO

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Vem aí a sétima e última temporada de Mad Men, minha série favorita. E para coroar o mundo da publicidade no final dos anos 60, chamaram nada mais nada menos do que o papa do design gráfico, da publicidade e da arte psicodélica da época, Milton Glaser, para criar o poster de divulgação dessa nova etapa. Já falei muito dele aqui num post no ano passado. Ainda bem que a memória da propaganda ainda está viva na cabeça do criador do programa, Matthew Weiner, que mostrou que grandes nomes nunca se aposentam, mesmo neste mercado que valoriza tanto os novos talentos. Uma grande sacada! Tô te esperando dia 13 de Abril, Don Draper!

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Milton Glaser e Matthew Weiner na aprovação da criação do poster

Leia mais sobre o assunto na matéria do The New York Times na Folha de S.Paulo

SEE YOU SOON!!!

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Poucas pessoas passam pelas nossas vidas e deixam lembranças em momentos incríveis e memoráveis. Este é o caso de Marcos Ribeiro, que se tornou um amigo querido depois de mais de uma década que o conhecia apenas como colega de trabalho. Festas, almoços, viagens, festas, desabafos, confissões, festas, conselhos, caipirinhas, festas, risadas, inúmeras fotos… Agora Marcos, depois de muitos anos como diretor de criação na agência Ogilgy Brasil, está indo embora morar em Nova York para trabalhar na Ogilvy de lá. Mais que merecido para este seu momento. Uma grande conquista para ele, mas uma grande perda para mim e para todos os amigos queridos dele. Como sempre, ele registra estes momentos em filminhos que ele mesmo produz em fotos clipadas e com uma trilha sonora incrível escolhida a dedo por ele. CHOREI! Principalmente quando li em rede social: “Amigos, no pique de comemoração e despedida, aqui vai um filminho com imagens antigas e inéditas de alguns dos melhores momentos que passei com vcs. Enjoy!”

Amigo querido, se joga! Te vejo em NY em breve!!!

GRANDE PETIT

Hoje o mercado publicitário brasileiro perde um de seus grandes ícones: o P, de Francesc Petit, diretor de criação e um dos fundadores da DPZ junto com José Zaragoza e Roberto Duailibi em 1968. Não tive o privilégio de trabalhar na DPZ mas todos nós publicitários sabemos o quanto estes 3 senhores foram importantes para a história da publicidade brasileira e quantos grandes criativos passaram por eles. Como disse Marcello Serpa no twitter: “Como é triste perder de uma só vez o mentor, o exemplo e a referência profissional. Obrigado Petit.”. #RIP

Este vídeo acima, de 1988, uma paródia com edição inspirada no filme Cliente Morto Não Paga de Steve Martin, está circulando novamente hoje nas redes sociais e brinca com o dia-a-dia dos publicitários na DPZ, estelado por Duailibi, Petit e Zaragoza. SENSACIONAL!

OS MULHERES NEGRAS

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Esta foto é pra quem achava que o Photoshop era coisa dos anos 90… Aí está meu avô, o maestro Salim Kahil, com sua banda de mulheres em mil novecentos e bolinha. Segundo meus tios, são as meninas Órfãs do Bem, do orfanato Lar Anália Franco de São Manoel, interior de São Paulo, mais provável entre 1935 e 1945. Desde lá meu avô já fazia suas obras assistenciais com seu talento musical.

OSCAR DA ARQUITETURA

Morreu Oscar Niemeyer aos 104 anos. Foi o grande, o maior, o melhor (não gosto de tudo exatamente, mas isso é um outro capítulo…) nome de arquiteto do Brasil. Imprimiu marca. Fez marca. Exportou a marca. Foi um marco. Marcou. Marcou o Brasil dos anos 50 e 60, anos dourados e conturbados. Continuou marcando nas décadas de 80, 90 e nunca parou. Só parou agora. Mas vamos combinar, como você viveu, hein seu Oscar?

Mandou muito bem!

Oscar Niemeyer com Vinicius de Moraes, sua mulher, Lila, e Tom Jobim

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