PELÉ E GARRINCHA

IMG_3004

“Sir Washington Olivetto” por Dr. Nizan Guanaes. Fiquei encantada com esta homenagem, até porque, há uns 20 anos atrás, nem se esperava este tipo de tratamento entre estes dois übber publicitários que se estranhavam na época. Além de que me trouxe muita emoção, memórias, orgulho e nostalgia por ter tido a grande oportunidade de ter passado pelos times dos mestres Pelé e Garrincha da publicidade do Brasil.

Aqui o texto na íntegra na coluna de hoje na Folha de S. Paulo:

“A publicidade é uma das indústrias de excelência, inovação e competitividade do Brasil.

Pela mais recente pesquisa referência do Gunn Report, a publicidade brasileira é a terceira melhor do mundo. Sem dúvida, ela é disparada a melhor publicidade dos Brics e a única que compete de igual para igual com os Estados Unidos e o Reino Unido.

E a nossa publicidade é assim não apenas pela criatividade dos criativos brasileiros que trabalham no nosso mercado e hoje também comandam e estabelecem grandes agências em todo o mundo, inclusive na fronteira digital.

O Brasil é esse celeiro de craques criativos porque nossa atividade aqui é regida por regras sólidas que protegem o mercado brasileiro do sistema vigente. Um sistema que inibe o surgimento de agências parrudas fora do eixo Helena Rubinstein da propaganda –Nova York, Londres e Paris.

Isso não é lero-lero, é “big data”.

O mercado brasileiro tem regras próprias, assim como o mercado japonês. E não é coincidência que, por jogarem seu próprio jogo e protegerem suas indústrias criativas, Japão e Brasil viram surgir agências como a Dentsu, a Hakuhodo, a W/Brasil, a DM9 e a Almap.

Foi graças a essas fundações sólidas que o Brasil viu florescer a DPZ de Duailibi, Petit e Zaragoza, a Talent de Júlio Ribeiro e um “uber” homem de criação como Washington Olivetto.

Sir Washington, que neste dia 30 de janeiro, em Nova York, foi conduzido ao Hall of Fame mundial da propaganda, no qual estão Bill Bernbach, David Ogilvy, Leo Burnett, John Hegarty, Dan Wieden e Steve Jobs. É um clube seleto do qual ele não só é o único brasileiro como o único não anglo-saxão.

Mais uma vez, com absoluta maestria, humor e criatividade, Washington chamou essa honraria global e única de mais uma tentativa malsucedida de aposentá-lo. O que é a absoluta verdade, já que ele continua a trabalhar e a dar muito trabalho para nós que competimos com ele.

Quem trabalhou com Washington Olivetto carrega aquela sensação de “eu vi o Pelé jogar”. Só que, nesse caso, o Pelé ainda joga, e joga bonito, como mostra o seu engraçadíssimo anúncio na “Veja”.

Fosse Washington inglês, ele certamente seria agraciado pela rainha com o título de “Sir” Washington Olivetto –como Sir Martin Sorrell, empresário da WPP, e Sir John Hegarty, fundador da lendá- ria agência inglesa BBH e um dos meus ídolos pessoais. Afinal, o governo britânico reconhece a contribuição da deliciosa propaganda de seu país não só em suas terras mas pelo mundo.

Washington já fez muito pelo Brasil e pela economia brasileira. Ele ajudou a construir a Bombril com suas mil e uma utilidades, a Grendene e suas Melissinhas, a marca Itaú e dezenas e dezenas de outras marcas que cresceram com seu talento, dedicação e paixão.

Essa linhagem incessante de grandes criativos é fruto da criatividade do Brasil de Machado de Assis, Niemeyer, João Gilberto e tantos outros gênios e gênias, como também das sólidas instituições que propiciam essa criatividade, como o Cenp, o Conar e a Abap.

Portanto, neste momento em que celebramos esse orgulho chamado Washington Olivetto, agradeço a Petrônio Corrêa, Mauro Salles, Alex Periscinoto e Geraldo Alonso. Eles são os “founding fathers” da propaganda brasileira, os grandes fundadores desse ecossistema que propicia a criação e a retenção de grandes talentos na publicidade.

Como contrapartida, esses talentos devolveram muito à nação, fazendo uma máquina de lavar ser uma Brastemp, transformando uma palha de aço em Bombril, um banco grande e muito bem gerido num megabrand como o Itaú.

Pena, Sir Washington, a gente não poder lhe dar esse título que o senhor tanto merece. Mas obriga- do, meu Sir, por ser um senhor publicitário, o maior de todos nós, a figurar de forma única no panteão mundial da publicidade, no hall da fama.

Graças a você e a toda uma geração que você nutriu, o Brasil tem uma senhora propaganda.”

Nizan Guanaes

GRANDE PETIT

Hoje o mercado publicitário brasileiro perde um de seus grandes ícones: o P, de Francesc Petit, diretor de criação e um dos fundadores da DPZ junto com José Zaragoza e Roberto Duailibi em 1968. Não tive o privilégio de trabalhar na DPZ mas todos nós publicitários sabemos o quanto estes 3 senhores foram importantes para a história da publicidade brasileira e quantos grandes criativos passaram por eles. Como disse Marcello Serpa no twitter: “Como é triste perder de uma só vez o mentor, o exemplo e a referência profissional. Obrigado Petit.”. #RIP

Este vídeo acima, de 1988, uma paródia com edição inspirada no filme Cliente Morto Não Paga de Steve Martin, está circulando novamente hoje nas redes sociais e brinca com o dia-a-dia dos publicitários na DPZ, estelado por Duailibi, Petit e Zaragoza. SENSACIONAL!

Nº UNS

aton1

Na última sexta-feira 23.08, no Waldorf Astoria em Nova York, a ATP celebrou os 40 anos do ranking mundial, que teve início em 1973, e reuniu para esta foto comemorativa e memorável a maioria dos nº 1 do mundo do tênis. Na turma de peso temos Ilie Nastase, John Newcombe, Jimmy Connors, Bjorn Borg, John McEnroe, Ivan Lendl, Mats Wilander, Stefan Edberg, Jim Courier, Marcelo Rios, Carlos Moya, Yevgeny Kafelnikov, Gustavo Kuerten, Lleyton Hewitt, Juan Carlos Ferrero, Andy Roddick, Marat Safin, John McEnroe, Roger Federer, Rafael Nadal e Novak Djokovic. Faltou ainda Pete Sampras, Andre Agassi, Boris Becker entre outros que vale a pena uma visita na lista completa. #ILOVETENNIS

OSCAR DA ARQUITETURA

Morreu Oscar Niemeyer aos 104 anos. Foi o grande, o maior, o melhor (não gosto de tudo exatamente, mas isso é um outro capítulo…) nome de arquiteto do Brasil. Imprimiu marca. Fez marca. Exportou a marca. Foi um marco. Marcou. Marcou o Brasil dos anos 50 e 60, anos dourados e conturbados. Continuou marcando nas décadas de 80, 90 e nunca parou. Só parou agora. Mas vamos combinar, como você viveu, hein seu Oscar?

Mandou muito bem!

Oscar Niemeyer com Vinicius de Moraes, sua mulher, Lila, e Tom Jobim

tumblr_m9wcrd1uSU1qeafkyo1_1280

MINI ME

Nem bem lançou o novo iPhone5 e a Apple já vem com mais um mimo pra gente ficar com vontade botar a mão no bolso. Com lançamento previsto para dia 23 de outubro, vem aí o Mini iPad. Ao contrário do que Steve Jobs pregava – de que telas touch não deveriam ter menos que 10in, o novo formato agora é de 7-8in (18-20cm) e o aparelho chega para concorrer com o Amazon Kindle e o Google Nexus 7, o que o torna mais prático para que os usuários possam usá-lo somente com uma das mãos. Nos resta agora aguardar o lançamento oficial para sabermos quanto vai custar a brincadeira. There’s less of it, but no less to it.

iSad

Hoje o mundo foi surpreendido com a despedida oficial de Steve Jobs como CEO da Apple. Ele que já vem na batalha contra um câncer no pâncreas, agora resolveu jogar a toalha de vez e partir para uma nova luta: pela vida. Steve Jobs é uma das cabeças mais brilhantes deste século desde o século passado, quando criou uma das tecnologias mais brilhantes do planeta: o Macintosh, a máquina mais que perfeita em design e funcionamento. Não tem o que criticar sobre tudo que ele lançou no planeta. Tudo simplesmente perfeito. É a geração das novas gerações. Que sua luta nunca termine. “Stay hungry….stay foolish”

GALERIA DE FOTOS via LIFE

Carta de renúncia na íntegra:

“Ao Conselho de Administração da Apple e à Comunidade Apple:

Eu sempre disse que se chegasse o dia em que não mais pudesse cumprir com meus deveres e expectativas como CEO da Apple, eu mesmo seria o primeiro a lhes avisar. Infelizmente, esse dia chegou.

Eu renuncio ao meu posto de CEO da Apple. Gostaria de servir, se o conselho assim concordar, como Presidente do Conselho, diretor e funcionário da Apple.

Até onde permite meu sucessor, recomendo fortemente que sigamos com o plano de sucessão e nomeemos Tim Cook como CEO da Apple.

Acredito que os dias mais brilhantes e inovadores da Apple ainda estão por vir. E espero que possa acompanhar e contribuir para esse sucesso em um novo papel.

Fiz alguns de meus maiores amigos na vida, na Apple, e agradeço a todos por poder ter trabalhado por muitos anos ao lado de vocês.

Steve”

BIRDIE NUM NUM – R.I.P. BLAKE EDWARDS

Ontem morreu Blake Edwards, o diretor que fez de Peter Sellers o célebre trapalhão Inspetor Clouseau de “The Pink Panther”, o convidado bicão indiano Hrundi V. Bakshi de “The Party”, além de outras pérolas do cinema dos anos 60 como “Breakfast at Tiffany’s” que imortalizou a marca de jóias e fez de Audrey Hepburn a bonequinha de luxo do século.